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sexta-feira, 25 de maio de 2018 - 20h52min

 
Painelistas debatem mecanismos de prevenção

O último evento do primeiro dia do congresso abriu espaço para painel sobre prevenção. Sob a mediação da jornalista Carolina Bahia da RBS, os palestrantes Alceu Terra Nascimento, presidente da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, Fernando Rossetti, do Canal Futura, e Ronaldo Teixeira da Silva, do Ministério de Justiça, falaram sobre a importância e as possíveis maneiras de prevenir o crescimento da drogadição, especialmente com o crack.

Nascimento falou sobre a principal bandeira social do Grupo RBS atualmente, a campanha “Crack nem pensar”. Segundo ele, , esse tema foi escolhido devido ao fato de o crack ser considerado uma epidemia social que deve ser tratada com urgência e relevância. "Além disso, o crack possui um baixo índice de recuperação, é um grande gerador de violência e exige um longo prazo para a obtenção de resultados mais efetivos".
A expectativa da RBS era de que a campanha se espalhasse como um “processo viral”, tornando-se não só do Grupo, mas da sociedade gaúcha. O primeiro ano da campanha obteve significados relevantes, como o aumento das denúncias e de apreensões de drogas nos dois estados. Nascimento finalizou comentando sobre a segunda fase da campanha: “Crack nem pensar, a comunidade em ação”.
O sociólogo e comunicador Fernando Rossetti, da TV Futura, abordou o tema “Prevenção - perspectivas para a comunicação”. De acordo ele, a principal contribuição da comunicação para a prevenção se encontra numa “informação de qualidade”. Para Rossetti, é necessário pensar numa comunicação mais ampla, além dos meios de comunicação de massa, já que esses têm limites estruturais. A “informação de qualidade” é formada, essecialmente, sob o conceito do palestrante, por ética, pela consciência da multilateralidade das questões discutidas – “é preciso dar voz a todos” -, pela inserção do imediatismo num processo a longo prazo, pela tensão narrativa e pela edição, dando importância ao contexto, à história da situação, às suas estatísticas e aos seus personagens síntese. "A comunicação é o DNA das políticas públicas", finalizou.
Ronaldo da Silva levou ao encontro um conceito de prevenção e repressão andando juntas. Para ele, o importante não está no debate sobre qual a estrutura que deve ser utilizada para a prevenção e sim qual a concepção de prevenção que será utilizada.
Após as palestras, os convidados ainda responderam algumas perguntas do público sobre os temas tratados no painel. As questões que não atendidas terão as respostas encaminhadas por e-mail posteriormente.

 
 
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