I Congresso Internacional Crack e Outras Drogas


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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de julho de 2018 - 20h18min   

 
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Oficinas mobilizam cerca de 700 pessoas 
A participação de mais de 700 pessoas nas oficinas, iniciadas na tarde desta quinta-feira, ratificou o êxito do Congresso Internacional Crack e outras Drogas. Nas 16 salas reservadas para as apresentações e debates, no Anexo 1 do campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a dinâmica intensa apontou um público qualificado e altamente interessado nos diferentes temas e abordagens do evento.

Em uma delas estavam o deputado federal Carlos Eduardo Vieira da Cunha, o médico mexicano Ricardo Sánchez Huesca e o secretário executivo adjunto do Ministério da Justiça e coordenador do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, Ronaldo Teixeira da Silva. Mediados pelo promotor de Justiça e vice-presidente da Fundação Escola do Ministério Público, Amílcar Fagundes Freitas Macedo, eles dialogaram com profissionais das áreas da saúde, segurança pública e educação, entre outras, sobre o tema "Políticas públicas de enfrentamento às drogas no Brasil e no México". Em outra, intitulada "Por dentro da lata", o promotor aposentado e jornalista Cláudio Brito coordenou o diálogo da pesquisadora científica do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, Solange Nappo, e os coordenadores da Central Única das Favelas no Rio Grande do Sul, Ivonete Pereira dos Santos, e no Ceará, Preto Zezé. "Foi um momento importante para mergulharmos na realidade das famílias que convivem diariamente com o problema", avaliou Brito.
A oficina “Prevenção e Mídia”, coordenada pelo professor Sérgio Nicoaliewski, contou com a participação de Fernando Rossetti, Miguel Granato Velasquez e Alceu Nascimento. Sociólogo e comunicador, Rossetti apresentou as alternativas, dificuldades e os desafios para produzir mídia com os jovens visando ao trabalho de prevenção. "É possível trabalhar com os jovens dentro da escola, o que representa um grande desafio, e fora, em algum projeto da sociedade civil". Segundo ele, a realização de oficinas de trabalho foi uma excelente possibilidade de intercâmbio sobre o assunto com os participantes.
Alceu Nascimento, presidente da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, falou sobre a abordagem da mídia a respeito da drogadição. Reconheceu que existem muitas críticas relacionadas à maneira como a mídia trata do assunto. Nascimento apresentou experiências e sugeriu um debate com os participantes com a finalidade de oferecer outros caminhos, de forma que o público possa fazer uma reflexão mais consistente sobre o tema.
A reinserção social foi mais um dos temas abordados nas oficinas do congresso. Com o objetivo de discutir propostas para a ressocialização dos usuários de drogas, o debate contou com a participação da terapeuta de Família Mara Lins, da promotora de Justiça Angela Salton Rotunno, e do psiquiatra argentino Eduardo Kalina. Mara Frisou que é preciso tratar não só o usuário, mas também os parentes. Além disso, segundo ela, é necessário observar o lado do profissional que se envolve com o tema. Por se tratar de um problema social que só recentemente vem sendo abordado, os profissionais ficam, em muitos dos casos, sem saber como lidar com a situação.
Outro grupo trabalhou, fundamentalmente, o exame da ação dos policial, com propostas decorrentes das discussões travadas com os participantes, desenvolvidas a partir da lei que trata do tráfico e do uso abusivo de entorpecentes. O coronel da Brigada Militar Flávio da Silva Lopes e o promotor de Justiça Victor Hugo de Azevedo Neto, expositores da oficina, acreditam que a ação policial tem sido deficiente em diversos aspectos. “Por mais êxito que se logre êxito na prisão de alguns grandes traficantes, a empresa criminosa continua agindo. Então, em termos de resultado para a sociedade, não faz muita diferença” afirma Azevedo. Ele sugeriu que o Estado brasileiro trabalhe com mais força para desestruturar as organizações criminosas, que atuam como verdadeiras empresas, do que especificamente na prisão de grandes nomes do tráfico.

 

Ricardo Sánchez Huesca, do México, na oficina sobre políticas públicas

 

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